Reunião Tribunal Regional Federal da 2ª Região e os 29 Conselhos Profissionais
O Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio de Janeiro representado por sua Presidente Elizabeth Backx junto com o colegiado dos 29 Conselhos Profissionais estiveram reunidos na tarde do dia 23 de Março, na sede do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, para tratar sobre a construção de uma política sistematizada de conciliação referente ao débito das anuidades dos profissionais inscritos em Conselhos Profissionais em todo o Brasil, onde foram debatidos e discutidos pontos relevantes para a padronização dos processos a serem ajuizados, objetivando otimizar e unificar procedimentos. Participaram da reunião o Desembargador Federal Guilherme Calmon, Juízes Federais, Magistrados que atuam em varas de execuções fiscais e mais de 100 representantes de Conselhos Profissionais.

Dilma Rousseff sanciona lei que define anuidade para conselhos profissionais
Da mesma forma como a medida provisória tramitou no Congresso Nacional foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei 12.514/2011, que define as anuidades a serem cobradas pelos conselhos profissionais. O PLV é oriundo das modificações efetuadas pela Câmara dos Deputados à MP 536/11. A lei determina que as anuidades serão limitadas a R$ 500 para profissionais de nível superior e a R$ 250 para os de nível técnico. No caso de pessoas jurídicas, há sete faixas de enquadramento, seguindo o valor máximo segundo o capital social, que pode ser de R$ 500 (para capital social de até R$ 50 mil) a R$ 4 mil (acima de R$ 10 milhões). O reajuste será feito pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC e a repartição entre os conselhos regional e federal obedecerá o índice constante de legislação específica.
A toque de caixa, e mais uma vez, uma Medida Provisória sem os critérios de urgência e relevância foi aprovada pelos deputados, atendendo a manobra do governo, numa demonstração de desrespeito à democracia e aos trabalhadores. A questão das anuidades foi incluída na MP 536/11, enviada pelo governo ao Congresso em junho último, e tratava, inicialmente, apenas do reajuste da bolsa para médicos residentes, orém, o projeto de Lei de Conversão, PLV 25, teve mudanças propostas pela relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), incluindo a definição de critérios para estabelecimento do valor das anuidades dos conselhos profissionais.
Jandira Feghali justificou a inclusão do tema na MP 536 como necessária para dar mais segurança jurídica aos conselhos profissionais, pois a delegação dada aos conselhos para fazer isso, por meio da Lei 11.000/04, está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal – STF. As regras incluídas na MP deverão ser seguidas quando não existir lei específica ou, se existir, quando ela estabelecer a cobrança de valores expressos em moeda não mais existente ou delegar o procedimento ao conselho. A alteração ocorreu mesmo depois de ter sido aprovada em audiência pública na Comissão de Trabalho a criação de uma comissão formada por governo, parlamentares, conselhos e movimento sindical para construir uma proposta de consenso sobre as anuidades pagas aos conselhos profissionais.
Também a toque de caixa, e em votação simbólica, o plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 25/11. Sob o argumento de que não aceitaria “contrabando legislativo” – inclusão de questões alheias ao tema específico na MP –a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) desistiu da relatoria da MP 536/11, aprovada na Câmara. Porém, em tempo recorde foi designado como novo relator revisor o senador Wilson Santiago (PMDB-PB). Como ele estava ausente do plenário no momento da votação, o presidente do senado, José Sarney (PMDB-AP), nomeou relator substituto (adhoc) o líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Dirigentes da CNTS lutaram até o último instante na tentativa de retirar do texto da MP os dispositivos que tratam da anuidade, alvo de debates polêmicos durante audiências públicas realizadas pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. A CNTS denunciou a manobra do governo que, de forma antidemocrática, apresenta suas propostas de forma unilateral, sem ouvir a representação dos profissionais alcançados pela medida. E a Câmara e o Senado cederam à pressão do Poder Executivo.
Fonte: Agência CNTS
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